O Grupo Bom Jesus está oferecendo mais este benefício para o Associado. Em caso de falecimento de um familiar os associados poderão contar com o acompanhamento da
Drª. Danielle Rocha, psicóloga cognitivo-comportamental.
Maiores informações pelo telefone (24) 2442-5061, no escritório sede.
A morte sempre foi temida pelo homem, apesar de ser um processo natural e estar na agenda de cada ser vivo, há uma dificuldade geral em lidar com ela. E, por mais que a ciência avance, o medo e a negação da morte continuam acontecendo.
Desde criança somos privados de vivenciar a morte como um acontecimento natural. Escondemos, disfarçamos e não damos chance de conversar sobre o assunto. Manifestações de emoções como choro, grito, abatimento também não são bem vistos. Dessa forma, nunca tivemos muita abertura para discutir sobre o assunto. No entanto, por mais que se negue a morte, é inevitável vivermos situações em que somos obrigados a encará-la.
A morte de alguém que nos é querido traz uma dor profunda e cada um de nós reage e vive esta dor de um modo e num tempo específicos. Lidar com a perda e
adaptarmo-nos a uma ausência é o que se chama o processo de luto. Embora a palavra luto remeta à morte, para a psicologia ele é o tempo que uma pessoa leva para elaborar as perdas, quaisquer que sejam elas. É um tempo para se adaptar às ausências.
No processo de luto a pessoa pode passar por algumas fases, como a negação, revolta, negociação ou depressão.
Cada um passa por estas diferentes fases com maior ou menor intensidade e
numa seqüência própria, de acordo com a personalidade de cada pessoa,
a fase da vida em que se encontra, a qualidade da relação com a pessoa que foi perdida,
a causa de morte.
Há situações em que o luto se mantém durante anos e em que as pessoas não
conseguem aceitar ou reorganizar-se emocionalmente.
É ainda comum haver alterações ao nível físico, como sensação de peito oprimido, alterações do apetite, digestão, sono ou fadiga. Com alguma freqüência ocorrem também alterações de comportamentos das pessoas em luto como ansiedade, agitação, isolamento social, falar alto com o falecido, guardar os seus bens, entre outras.
Quando as pessoas morrem, não voltam. Encarar esta realidade é uma tarefa do processo de luto e um desafio às emoções sentidas por quem ficou.
O luto pode ser vivido de uma forma mais saudável, quando é possível e natural falar da morte, da pessoa que morreu, do que se sentiu no velório, no enterro. Do que sentiu ao entrar no quarto do falecido, ao olhar a sua cadeira, as suas flores, a sua roupa, o seu perfume. Quando os elementos da família se sentem à vontade para chorar e falar sobre a morte, a tristeza e a saudade, mais capacitados ficam para que o luto seja feito de um modo saudável e encontrem um novo equilíbrio.
Sendo assim, o Grupo Bom Jesus abre um espaço de grupos de apoio, em que todo este processo de luto pode ser acolhido, respeitado e vivenciado. O objetivo é proporcionar um lugar onde a pessoa possa falar, avaliar, repensar as diferenças ocorridas após o falecimento, traçar estratégias de enfrentamento, planejar como será dali para frente através da elaboração de metas e solução de problemas (superação).
A dor do adeus tem de ser vivida para que o reencontro com a vida aconteça de
forma harmoniosa.
Danielle Rocha
Psicóloga Cognitivo – Comportamental